Por Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou nesta quinta-feira 12 pessoas suspeitas de envolvimento em esquema de pagamento de propinas envolvendo ex-executivos da Petrobras e da empresa holandesa SBM Offshore, uma das maiores fornecedoras de plataformas de petróleo no mundo.
As denúncias, que incluem o atual presidente da holandesa, Bruno Chabas, foram apresentadas enquanto a Polícia Federal realizava operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão como parte da operação Sangue Negro, que investiga o desvio de dinheiro de contratos da Petrobras para o pagamento de propinas ocorrido a partir de 1997.
A apuração, disse a Polícia Federal, teve início antes da operação Lava Jato, embora todos os seus alvos estejam relacionados àquela investigação, que envolve políticos, empreiteiras, além de ex-diretores da estatal, entre outros.
As denúncias foram apresentadas enquanto a SBM negocia um acordo de leniência com autoridades brasileiras. O pacto permitiria que a companhia holandesa voltasse a firmar novos contratos com a estatal.
Uma 13ª pessoa também foi denunciada na operação nesta quinta-feira, porém não está relacionada à holandesa SBM.
Entre os acusados denunciados que trabalharam na Petrobras estão os ex-diretores Jorge Zelada e Renato Duque, o ex-gerente-executivo Pedro Barusco e o membro de comissão de licitação de diversas plataformas Paulo Roberto Carneiro.
Entre os denunciados da SBM, estão o presidente, Bruno Chabas, e o membro do Conselho de Administração Sietze Hepkema, além de ex-agentes de vendas no Brasil Julio Faerman e Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva e dos ex-executivos da cúpula da companhia Robert Zubiate, Didier Keller e Tony Mace.
"Integrantes da direção atual da SBM estão sendo denunciados por favorecimento pessoal, por terem adotado condutas tendentes a evitar ação penal contra algumas das pessoas envolvidas nem atos de corrupção", afirmou o MPF em uma nota. Continuação...
ResponderExcluirChega ser horripilante, vi e ouvi alguns relatos onde essas falcatruas são organizadas desde meados de 1997. Isso mostra o quanto é a força do Brasil, temos e formamos riqueza imensuráveis, seja natural ou material.
O pior de tudo isso que somos nós os maiores contribuintes desta quadrilha organizada, pagando tributos altíssimos e tendo um retorno precário dos recursos públicos como: educação, transporte e saúde. E essa corja mesmo sendo a "minoria", são os maiores beneficiados.
Lamentável!